O Paskim

26 agosto 2005

Comentário ao post "Taça das Confederações"

.
Esta contribuição destina-se a comentar o post "Taça das Confederações" escrito no dia 22 de Junho deste ano pelo Nuno.
.
Vou fazer um breve comentário aos dois pontos separadamente:
.
i) Neste primeiro ponto, fez-se uma dura crítica ao seleccionador nacional Luís Filipe Scolari. Antes de mais, devo dizer que não concordo com a existência de estrangeiros ao serviço da selecção nacional, sejam eles técnicos ou jogadores. No entanto, julgo que a crítica efectuada não é justa uma vez que se baseia numa permissa falsa, ou seja, baseia-se no facto de a selecção grega não poder ter um potencial significativo em nenhum momento. Até posso concordar que a Grécia, em termos gerais e normais, tem uma selecção mediana mas temos que analisar friamente o comportamento dessa selecção banal no trajecto que fez até se sagrar campeã da europa: na fase de apuramento ficou à frente da forte selecção espanhola, depois voltou a deixar essa selecção de fora dos quartos-de-final do europeu, venceu a campeã europeia França e, antes da final, ganhou à fantástica selecção checa... Portanto, penso que os gregos estiveram em "estado de graça" neste período e, caso o Brasil se atravessasse no caminho nessa altura, talvez tivesse experimentado mais dificuldades do que aquelas que (não) teve na Taça das Confederações. É futebol... E o futebol é imprevisível... Quanto a Scolari, penso que tem alguns grandes méritos: tem conseguido formar um grupo de jogadores unido, tem unido o país em prol da selecção e, fundamentalmente, é o treinador campeão do mundo!
.
.
ii) Concordo a 100% com a crítica efectuada relativamente à utilização de jogadores estrangeiros na selecção nacional. Não há qualquer motivo que justifique a sua utilização, uma vez que o nosso país tem escolas de formação excelentes e suficientes para fornecer jogadores de grande qualidade à selecção A. Poderá ser utilizado o argumento de que outras grandes selecções europeias (ex: Espanha, França e Alemanha) usam a mesma estratégia. No entanto, quando alguma dessas selecções ganha, penso institivamente que apenas o conseguiu por ter atletas estrangeiros, ou seja, retiro-lhe imediatamente algum mérito na vitória alcançada. E é este pensamento que não gostaria que as pessoas de outros países tivessem quando Portugal se sagrar campeão do Mundo...